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Daniel Sharman estará na edição de Junho/Julho da revista britânica DA MAN e além de um photoshoot fotografado por Mitchell Mccormack o ator britânico também concedeu uma entrevista onde fala sobre sua paixão por artes, futuros projetos, o rumor sobre interpretar Hardin Scott no filme “After” e mais. Confira a entrevista traduzida abaixo:

DA MAN: Oi, Daniel; muito bom ter você conosco. Então, nós em breve veremos você na terceira temporada de “Fear the Walking Dead.” Como você acabou entrando para a série?
Daniel: Eu fiz isso da maneira antiga e nada emocionante. Fiz a audição em novembro e então conheci os produtores, fiz audições novamente e estava no México em Dezembro. Eu tive que fazer papéis fictícios, então eu não tinha a minima ideia de que papel seria até eu estar lá com uma colher no meu olho.

DA: Tem algo que você pode nos dizer sobre seu personagem e o papel dele na história da temporada?
DS: Eu realmente recebi um presente com esse papel. Os criadores e escritores criaram esse personagem complexo e intrincado. Troy, ele está entre Iago e Tybalt, uma cabeça quente dinâmica que se adequa ao mundo que ele agora habita. Mas eles não escreveram apenas um sobrevivente e caçador, mas alguém que também é emocional e com defeitos. Como eu disse, isso realmente foi um presente poder interpretar este papel. Então, eu estou em divida com os escritores e criadores da série.

DA: O que realmente atraiu você para “Fear the Walking Dead” em primeiro lugar?
DS: Eu amei a primeira temporada. Eu achei que foi filmado lindamente e as atuações estavam impecáveis. Eu não sou muito fã de gore e terror, então os detalhes dos personagens e dos acontecimentos realmente me atrairam para a série.

DA: A primeira temporada da série recebeu críticas positivas, mas a segunda caiu um pouco. Você acha que a terceira tem o necessário para fazer “Fear the Walking Dead boa novamente?
DS: Pelo que ouvi, eles estão muito animados para essa temporada. Para mim, essa temporada tem um ótimo enredo e alguns momentos decisivos interessantes. Nós estamos realmente no que aconteceu após o colapso. O que surge das cinzas. O que parece estranhamente atual e relevante no momento…

DA: O que você mais gosta em “Fear the Walking Dead”? Especialmente porque você agora faz parte da série…
DS: Eu amo a exploração humana e a decomposição das normas sociais. Qualquer retorno para uma sociedade de caçadores primitivos. Antropologia tem sido uma obsessão minha. “Fear the Walking Dead” despeja a humanidade de volta para a pré-civilização. Tem infinitas histórias que você pode contar nesse mundo.

DA: Muitas pessoas veem “Fear the Walking Dead” como sendo um retrato sobre as questões com imigrações enfrentadas pelos EUA atualmente. O que você acha sobre isso?
DS: Tem algumas questões muito relevantes  tratadas nessa temporada. Alguma delas tem uma visão desconfortável devido à sua verdade. Mas eu não acho que nenhuma delas tenha sido feita para ser um retrato dos acontecimentos atuais. Eu não vejo isso tocando em um determinado ponto mas usando mais observações da tendência e natureza humana de construir um resultado plausível do colapso da civilização.

DA: Seguindo em frente, no fim do ano passado nós ficamos sabendo que você era um dos candidatos para interpretar Hardin Scott em “After.” Você pode nos dizer a história por trás do seu envolvimento com o projeto e se isso terá um futuro?
DS: Você sabe, esse tem sido um projeto que eu pensei muito sobre. E no final eu decido que isso não era algo que eu queria fazer. Eu sei que quem quer que fique com esse papel e siga em frente com isso será imensamente amado e famoso. Eu apenas não sinto que é isso que eu quero fazer. Eu provavelmente me perderia nisso. Tendo dito isso, fiquei muito lisonjeado por ter tido o papel oferecido a mim. Eu conversei com os escritores e produtores e conheci o representante do estúdio. Eles vão fazer isso, tenho certeza. Eu só acho que alguém que consegue lidar com a loucura de um livro e filme muito populares vá agarrar essa oportunidade. Esse não sou eu.

DA: Nós últimos dois anos, você estrelou e também produziu alguns curta-metragens. O que motivou você a tentar a produção?
DS: Produção não me interessa. Eu amo criar coisas, eu resumo isso tudo dizendo que eu apenas comecei a fazer coisas. Então, independente se é desenhando, atuando ou dirigindo, isso me completa. Eu sou um louco controlador quando se trata de arte, porque eu sei como eu quero que algo se pareça ou sinta. Então qualquer coisa que me dê o direito criativo de ser um ditador, eu vou fazer isso. Colaborações são importantes mas eu acho que tem que ser uma mensagem clara e que envolva a visão artista solo de alguém.

DA: Até agora, como você compararia trabalhar atrás e na frente das câmeras?
DS: Como eu disse, tudo isso é relativamente novo. Mas dirigir e escrever é tão estimulante pra mim porque você tem que fazer algo que é a sua visão. Eu gosto de ter o poder de fazer qualquer coisa sentir e parecer do jeito que eu quero. Você não pode fazer isso como ator onde você é parte da história de alguém. Você contribui bastante e talvez mude isso para melhor, mas você não tem uma visão completa da peça como um todo – o que eventualmente é frustante.

DA: Você está atualmente envolvido em algum outro projeto de filmes?
DS: Eu estou nos estágios finais de um projeto que eu criei com duas outras pessoas. Já faz dois anos e está quase pronto. Eu estou animado para mostrar isso para as pessoas.

DA: Qual é a sua meta agora? Ou talvez, além dos seus projetos atuais, o que você quer enfrentar a seguir?
DS: Eu vou para a Africa com meu irmão. Ele vai conversar com alguns dos líderes sindicais na Tanzânia. Isso é um desafio que mal posso esperar para começar.

Tradução & adaptação: Equipe Daniel Sharman Brasil