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Daniel Sharman, que estreou como Troy Otto na terceira temporada de Fear the Walking Dead, concedeu recentemente uma entrevista para o BT TV onde fala sobre seu novo personagem e explica como Troy vai alterar o curso da terceira temporada da série da emissora AMC. Leia a entrevista completa:

BT: Você era um fã do universo de Fear the Walking Dead quando se candidatou para o papel?
Daniel: Eu conhecia a série porque se tornou um grande sucesso, mas quando esse trabalho se tornou realidade, eu tive uma ótima desculpa para curtir e assistir essa série. Eu fiquei no meu apartamento por quatro dias e assisti a série inteira. Nunca me senti menos culpado, sentado em minhas cuecas, comendo sorvete e assistindo tudo de uma vez. Enquanto eu assistia, eu comecei a entender o que se implica nesse mundo e suas regras. Então isso é novo para mim, mas é muito bem vindo.

BT: Troy é malvado como pensamos depois de assistir os episódios 1 e 2, ou ele tem um outro lado?
D: O que eu acho maravilhoso nesse papel é que conforme a temporada se desenvolve você começa a ver mais sobre Troy e sobre quem ele realmente é. Eu nunca quis interpretar um personagem que era malvado como uma ideia bidimensional generalizada. O que é fascinante sobre Troy é que você conhece as complicações e complexidades dele. Quando você conhece ele, ele é muito preto e branco. Mas a realidade de Troy é que há muitas áreas cinzas. No primeiro episódio, você vê Troy fazendo coisas, mas conforme a temporada progride, você aprende o por que dele ser do jeito que é e é fascinante olhar um ser humano e o jeito que o passado dele o afeta nesse novo mundo.

BT: O que nós saberemos sobre a mãe de Troy e a história de sua família?
D: Vocês vão saber tudo. Vocês não apenas saberão o que aconteceu no passado, mas também verão muito de Troy em ação. À medida que as coisas acontecem nessa temporada, vocês vão ver como ele reage a novos perigos e de fato como ele se torna um bem em muitos aspectos para a família Clark. Eu acho que esse é um conceito muito interessante. No novo mundo, as pessoas que mais matam se tornam as pessoas mais úteis. Vocês vão ver o desenvolvimento dele, a relação dele com o irmão, com o pai, e até o fim da temporada vocês vão vê-lo como um ser humano completo.

BT: O que você pode nos contar sobre a cena da colher com Madison – que deve ter sido intensa de se filmar!
D: Foi meu primeiro dia no set. Foi um batismo de fogo. O que é incrível sobre essa série é que apesar de ter sido o primeiro dia e de todas as dificuldades da maquiagem e tudo que estava envolvido – toda a equipe tornou isso tão impecável. Também não foi tão ruim quanto parece. Eu estava andando pelo set e eu podia ver as reações das pessoas, mas você quase esquece que você está andando com essa coisa presa no seu rosto. Você só anda por isso e recebe esses olhares estranhos e exagerados. Mas foi incrível trabalhar com Kim e ela foi ótima sobre isso tudo. Ela é uma atriz incrível e tornou esse dia muito divertido e interessante. A parte mais cansativa foi ter batido o joelho cinco ou seis vezes depois dessa cena. A cena do olho não foi tão ruim assim.

BT: Você vai ter muitos fãs com colheres no rosto na Comic Con…
D: Sim, você está certo. Eu estou te dizendo, eu não posso mais aproveitar meu cereal. Eu olho para as colheres de uma maneira completamente diferente.

BT: Eu posso imaginar…
D: Olhos e tendões de Aquiles. São duas areas nas quais eu não consigo pensar sobre.

BT: A relação de Troy e Madison foi muito assustador, como isso vai se desenvolver nessa temporada…
D: O que é ótimo sobre a relação de Troy e Madison é a ideia de que ele teve uma infância sem direção. Então, há a ideia obvia de que ele está procurando uma figura materna em sua vida. No entanto, eu acho que é muito mais matizado que isso para Troy. Madison atrai Troy porque há muito amor, liderança e proposito nela. Ele vê a maneira com que ela interage com a filha e isso atrai ele – ele vê a coragem e a audácia e essas qualidades são algo que ele admira profundamente. Ele também gosta de sua capacidade de se adaptar e jogar o jogo. O que é bom sobre a relação dos dois é o jogo de xadrez. Os dois são pessoas altamente inteligentes e manipuladores e eu acho que Troy aprecia essa jogo de xadrez que está acontecendo.

BT: Você acha que, de uma maneira horrível, ele está satisfeito com o apocalipse?
D: Com certeza. Eu acho que ele, mais do que qualquer outro personagem, se encaixa nesse mudo. Sua falta de empatia e direção moral permitem que ele cresça neste mundo. Eu acho que isso é algo interessante sobre a série – quais são as qualidades que você precisa para sobreviver. Não são necessariamente as mesmas coisas que se aplicavam no mundo antigo. Algumas dessas qualidades do velho mundo realmente pesam agora. No mundo antigo, Troy poderia ter acabado em uma instituição, mas no mundo novo, ele é uma pessoa que o povo precisa.

Tradução & adaptação: Equipe Daniel Sharman Brasil